Síndrome das Pernas Inquietas, o que é, qual o tratamento

pernas inquietas

“As minhas pernas estão inquietas e incomodam-me à noite, isso altera-me o sono”

A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), afeta cerca de 10% da população e 20% das mulheres grávidas. É mais comum em pessoas de meia idade.
Os sintomas da SPI pioram ou só aparecem durante a noite quando o indivíduo está a descansar. Esses sintomas são uma sensação desagradável nas pernas antes de dormir e durante a noite, como se estivesse a queimar, comichão e/ou dores nas mesmas que leva muita vezes a quadros de angustia e ansiedade que pode provocar insónia. Quando se movimenta as pernas há a sensação de alívio destes sintomas.
Esses movimentos das pernas podem-se dar de uma forma involuntária, interferindo assim na qualidade do sono, não permitindo o individuo adormecer ou permanecer no sono.

O que é a Síndrome das pernas inquietas?

Através de estudos efetuados, pensa-se que a Síndrome das pernas inquietas se deve a uma deficiência de ferro no cérebro que provoca uma alteração na produção de dopamina (neurotransmissor que está envolvido e é responsável no controlo de movimentos, aprendizagem, humor, emoções, cognição, sono, prazer, bem-estar e memória) a deficiência de dopamina pode levar a estados de tristeza, depressão, fadiga física e mental, impotência sexual, stress e ansiedade . Esta Síndrome está associada a doenças como anemia ferropénica, neuropatia periférica (problema nervoso que afeta as pernas), diabetes, insuficiência renal e artrite reumatóide.

Qual o tratamento da Síndrome das pernas inquietas?

O tratamento da SPI, pode ser feito de forma farmacológica e não farmacológica e tem como principal objetivo aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de sono ou tratar a condição que está a causar a síndrome.

Das opções não farmacológicas para o tratamento da SPI, destacam-se as medidas comportamentais, nomeadamente a boa higiene do sono, a promoção de actividade física, as massagens e banhos quentes da região envolvida. Evitar consumo de cafeína, se é fumar deve tentar deixar de fumar, deixar de beber álcool e outras substâncias estimulantes bem como fármacos agravantes da síndrome das pernas inquietas.
Quando são identificados casos de carência de ferro, devem realizar-se suplementação com ferro. Esses suplementos de ferro devem de ser associados a vitamina C, pois esta melhora a absorção do ferro.
As opções farmacológicas para o tratamento da síndrome das pernas inquietas são: agentes dopaminérgicos, opióides, anticonvulsivantes, e benzodiazepinas.
Os agentes dopaminérgicos, são fármacos eficazes na melhoria dos sintomas, que o vão ajudar a dormir melhor e a melhorar a qualidade de sono do doente. Porém, estes fármacos atuam durante pouco tempo, não conseguindo manter um efeito duradouro. Os agentes dopaminérgicos têm alguns efeitos secundários, sendo os mais comuns náuseas e vómitos, insónias, alucinações, congestão nasal e retenção de líquidos.
Os agentes opióides, são considerados a segunda escolha de tratamento naqueles doentes que não toleram os agentes dopaminérgicos e têm eficácia comprovada na melhoria dos sintomas de SPI, da qualidade do sono e da actividade nocturna das pernas. Os principais efeitos secundários são a obstipação, náuseas, vómitos, confusão, alteração da memória e concentração, sedação e depressão respiratória.
Os anticonvulsivantes, têm sido eficazes na melhoria dos sintomas da síndrome das pernas inquietas. O anticonvulsivante mais utilizado (gabapentina) tem como efeitos secundários sonolência, tonturas, retenção de fluidos e aumento do apetite.
As benzodiazepinas, embora possuam menor eficácia terapêutica que os anteriores, podem ser usadas em doentes com SPI com queixas nocturnas intermitentes. Graças ao seu rápido inicio de ação, ajudam na iniciação do sono.

Qualquer um destes medicamentos devem obrigatoriamente ser utilizados no caso de prescrição médica! Para mais informações consulte um especialista médico ou um farmacêutico.

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